Duas verdades
Analisando um destes blogs que eu tenho que estudar para o doutorado, encontrei, como parte de um comentário de um espanhol que viveu no Japão por um tempo, mas que agora está de volta ao seu país - como eu -, umas frases que contêm duas verdades das boas:
"El tiempo no espera a nadie.
El tiempo nunca se pierde. Se puede hacer una mala inversión de él, pero nunca se pierde."
Muito certo isso. Algumas vezes é preciso ter muita paciência para, agora mesmo, não fazermos tudo que gostaríamos.
Porque é preciso terminar algumas coisas que começamos antes de nos lançarmos de verdade.
Por tudo isso, é bom saber daquelas verdades ali de cima... e tê-las em conta a cada dia. Para não perder a hora certa para tudo.
Motivos para celebrar
Pretendo, pouco a pouco, ir atualizando este blog... se bem que, esta semana, isso será um pouco difícil, porque estou com um prazos um pouco apertados na minha pesquisa do doutorado.
Mas vamos ao que interessa - o que motivou este texto.
Hoje tenho um bom motivo para celebrar. Meu blog sobre cinema, que traz críticas dos filmes que vou assistindo, ultrapassou a marca de 150 mil visitas.


Sei que é pouco, comparado a tantos blogs... mas para mim, isso é motivo de alegria. Ultimamente tenho mantido uma boa média de visitações diárias, o que comprova que o blog tem chamado a atenção.
O bacana também é que conquistei alguns leitores fiéis, na mesma medida em que tenho, desde que comecei com o blog, atraído novos leitores diariamente. Acho isso muito bacana.
E como acabo de comentar lá na seção Pílulas Vermelhas do blog, para comemorar eu acrescentei dois novos endereços que podem remeter as pessoas para o meu blog. Essas páginas, chamadas também de domínio, devem facilitar a vida de muita gente para lembrar qual é o nome do site.
Em outras palavras, o Crítica (non)sense da 7arte pode ser agora visitado pelos sites
Se vocês acham que vale a pena indicá-lo, sigam em frente! Eu agradeço!! ;)
Inté...
Ando por aí
Ei, não me enterrem ainda... estou viva!!
hehehehehehehehe
Foi inevitável essa "piadinha". Sei que andei sumida. Bastante.
Mas quero dize que estou viva. E o melhor: feliz.
Os vendavais passaram - pelo menos é isso que o céu azul sinaliza. Espero que o bom tempo continue por muito e muito tempo.
Uma carreata de caminhões cheios de coisas aconteceram neste tempo. Desde que eu saí de Madrid. Desde o ano passado. Desde meu último post.
Mas ultimamente tenho um bocado de preguiça de ficar escrevendo ou explicando ou contando as coisas. Por isso, meus bons e boas amigas (e desconhecidos que podem aportar por aqui), quero dizer que não sei quando escreverei aqui novamente. Talvez em breve. Talvez demore outros quatro meses. ;)
O que eu queria mesmo dizer é que ando mais de poucas frases e de imagens do que nunca... então quero comentar que estou mais presente no Twitter (como "aleogeda") e recomecei a atualizar meu fotoblog - http://aogeda.fotoblog.uol.com.br/
A ironia é que estou sem a minha máquina... ela estragou. Mas logo quero resolver esse problema. Enquanto isso, vou publicando coisicas por lá... lembranças de bons tempos.
Talvez eu apareça por aqui também. E, claro, no meu blog de cinema (http://moviesense.wordpress.com/), no qual sempre tento dar uma atualizadinha. Ainda que, repito, ando meio com preguiça de escrever ultimamente.
Vai ver que é porque estou feliz da vida com o meu doutorado. Estou contente de ter voltado a trabalhar com ele...
Well... nos vemos!!
Absurdo
Volta e meia ouço a imprensa chamando a situação na faixa de Gaza como "conflito entre israelenses e palestinos".
Que tipo de conflito mata 600 e tantas pessoas de um lado e 10 do outro?
Sim, porque até agora foram assassinados 600 e tantos palestinos e pouco mais de 10 israelenses. Não questiono méritos da questão e nem vou dizer que um lado ou outro tem mais razão.
Mas, NUNCA, nunca uma diferença assim de perdas pode ser chamada de conflito.
Como minha mãe mesmo disse, não se trata de conflito, mas de massacre.
E o pior: não termina.
Estranhos conhecidos
Em novembro fui acompanhar a minha irmã a uma sessão de fisioterapia em uma academia conhecida. E não porque eu já tivesse pisado por lá, mas porque eu sabia que se tratava da academia da família de uma antiga amiga.
Depois de conversar um tempo com a recepcionista sobre a calamidade que tinha se abatido sobre a nossa cidade, sai por uma das portas a dona da academia - e mãe daquela minha amiga.
Ela também entra na conversa e eu acabo não resistindo: pergunto sobre a filha dela. A mulher pergunta de onde eu conhecia ela, e eu falo que "éramos amigas no Machado" (escola onde passamos oito anos das nossas vidas em nossa tenra infância e juventude).
Foi bem estranho falar aquilo, porque parecia que a época da qual eu falava estava há milhas de anos-luz do presente.
Esse encontro e essa conversa me fizeram pensar... sobre como tem pessoas importantes na nossa vida, amizades tão fortes e com alta carga de cumplicidade que, depois, passam a simplesmente não existir mais.
Eu sei pouco sobre a vida dela, quase nada, para ser franca, e ela o mesmo de mim. E antes éramos tão próximas... o mundo dá voltas e algumas pessoas passam a se desencontrar.
E com isso penso em quem vou "deixar" em seguida. Há pessoas que eu não queria deixar nunca, mas vai saber? Quem sabe algumas de nós nos separemos mesmo sem querer.
E que as vidas novas venham, também. Com as antigas ficando ali, em seu devido lugar.
Certeza
A cada dia que passa algo fica mais claro para mim: cada um tem EXATAMENTE aquilo que merece.
Nem mais, nem menos.
A cada dia também gosto mais dos ditos populares... as pessoas comuns é que tem razão e sabedoria.
Vejo que são muito certos ditos como: "Quem planta vento, colhe tempestade", "Quando a cabeça não pensa, o corpo paga", "Aqui se faz, aqui se colhe", e por aí vai.
Chegou
2009 começou. E bem. Primeiro dia do ano me senti bem animada.
E com a ajuda da minha agenda nova, estou me programando para fazer tudo o que preciso, dia após dia.
Este será um grande ano, aconteça o que acontecer. Estou sentindo isso.
E aí vem 2009
Parabéns para as pessoas que terminam o seu 2008 felizes da vida, realizadas, contentes com o ano que está terminando.
Eu não sou uma destas pessoas.
Não que 2008 tenha sido totalmente trágico, mas foi um ano difícil. Muitos problemas, muito estresse... acho que ainda estou tentando me livrar da "carga" pesada que carreguei este ano. Acho não, tenho certeza.
E tirando o plano pessoal, mundo afora aconteceu uma série de tragédias. Neste finalzinho de ano então... em pouco mais de um mês, a maior tragédia que a minha cidade e a região do Vale do Itajaí já presenciaram e, agora, a nova carnificina na faixa de Gaza. ¡Vaya año!
Quero que ele vá para o espaço de uma vez.
E 2009 está aí, surgindo no horizonte. Sinto que o começo do ano também será um pouco de pedreira... a mudança de um simples dígito no calendário não fará tudo dar certo, mas eu acho que pouco a pouco as coisas vão se ajeitando. Afinal, depois da pedreira de 2008, tem que vir algo melhor pela frente.
Pessoalmente, começo a me organizar. Até comprar uma agenda eu comprei!! Uau!!! Não lembro a última vez que eu comprei uma agenda para mim - normalmente eu ganhava várias de presente, mas comprar uma... bem difícil.
Pois a partir de amanhã, dia primeiro, vou me programar diariamente. Pequenas ou grandes tarefas a cada dia. Vou levar a sério a minha ginástica na Wii - cuidando de me movimentar diariamente. Continuarei ajudando a minha mãe no que ela precisar - mas também deixando mais espaço na agenda para meu ócio.
Agora, um parênteses: não posso reclamar de não ter tido ócio neste final de ano. Consegui uma semana plena de férias com a chegada de um amigo meu da Espanha. Ok que tivemos o Natal no meio, o que nos fez ficar em Blumenau uns dias, mas a maior parte do tempo conseguir sair por aí, viajar... que delícia! Estava precisando disso.
Além das férias que desfrutei pela chegada deste amigo, não posso reclamar muito... afinal, em dezembro consegui ver um bocado de filmes - minha paixão número 1. Tanto é que consegui publicar sete textos novos no meu blog - algo incrível para os meus padrões anteriores. Estou contente. E meu desafio para 2009 é ver filmes suficientes para publicar pelo menos dois textos novos a cada semana.
E vamos ver se eu consigo, com a ajuda da minha agenda recém-comprada, programar melhor o meu tempo em 2009, equilibrando saúde, lazer, cinema e doutorado. Este, aliás, vou resgatar do "pause" a partir de amanhã.
Afinal, amanhã já é 2009, o melhor ano das nossas vidas nos últimos tempos!!
Sobre 2008
Esse ano já deu mais do que tinha que dar.
Já vai tarde! Adeus... e que o diabo te carregue!!
(Desculpem ouvidos sensíveis, mas este ano realmente pode ir para o espaço que eu não vou sentir saudade. Ok, vivi momentos bacanas durante o ano, mas ele me cansou).
Sobre mudanças
Há poucas semanas eu tinha um texto para escrever por aqui certeiro. Ia falar sobre as mudanças que o ano 2009 trariam para minha vida. Era o que eu pensava então...
Só que em uma questão de poucos dias eu mudei totalmente de idéia novamente.
Como bem resumi em uma conversa há poucos dias, muitas vezes as mudanças são necessárias. Mas, às vezes, a gente olha para o lugar errado na hora de decidir o que mudar.
Sendo assim, ao invés de mudar "fisicamente" no próximo ano, resolvi mudar "internamente". E nem esperei 2009 chegar. Neste final de 2008 eu já comecei a mudar.
E me sinto melhor, já. Menos infeliz. Percebi que eu realmente tenho ainda bastante o que aprender. E se não é pelo caminho "do bem", se não é na direção que eu gostaria, que seja na direção possível.
Uma mudança que já começou, super necessária, é a que me possibilita me importar menos com as pessoas. Com algumas, quero dizer.
Há pessoas que realmente valem a pena que você lute por elas, e tem outras que não. Simplesmente. E isso não deve ser um drama.
Estou aprendendo a me desapegar. Aprendendo a não me importar. E, cá entre nós, isto está sendo muito bom.
Acredito que quando a pessoa perde o medo de dar o devido peso para as respectivas pessoas, quando aprende que nem todos podem ou devem se dar bem, quando uma pessoa percebe que há pessoas que estão juntas mas que, na prática, não deveriam estar, tudo fica mais fácil.
Chega de culpa. Chega de acreditar em falsas ilusões.
Cada pessoa tem o peso e a importância que deve ter nas nossas vidas. Nem mais, nem menos. E o peso e a importância não estão nada ligados a sangue, origens, compromissos... tem muito mais a ver com o que queremos e acreditamos, com as condutas, maneiras de atuar no cotidiano, tem a ver com pessoas que nos inspiram ou não.
A mudança "interna" em mim já começou. E acho que, com o tempo, ela será muito mais efetiva do que qualquer mudança de endereço.
Sobre o bom senso
Hoje tive mais um demonstrativo de como o bom senso é cada vez mais artigo raro no mercado.
Sempre digo que é nas pequenas ações do dia-a-dia que você percebe se as pessoas têm ou não bom senso. Discursos, pregações, frases e frases sobre fé não valem de nada se nas ações diárias a pessoa demonstra incongruência.
Hoje fui à missa com minha mãe. Na saída, vi que um carro tinha parado "meio torto" do meu lado. Sem problemas, até aí... percebi também que minha mãe conhecia o casal que ia sair com o carro. O homem, mais velho que a mulher. Os dois chegaram para a missa as 9h - quando ela era as 8h. Ok, se enganaram. Isso acontece.
Como vejo que o senhor tem um pouco de dificuldade para entrar no carro, eu entro logo para tirar o meu e deixar ele mais "livre" para sair. E também para minha mãe conseguir entrar no carro - já que ele tinha parado quase colado na minha lateral e ela não conseguia entrar. Dou a primeira ré e vou um pouco para a frente - pela maneira com que ele tinha estacionado, eu teria que fazer outras duas manobras para sair (como mínimo). Quando penso em dar a segunda ré, o homem também resolve dar a ré.
Resumindo a novela: ele não foi capaz de esperar eu sair para, então, tirar o carro dele. Conhecendo os "homens típicos" como ele, eu obviamente fiquei parada no meu lugar. Algumas manobras lentas dele depois, eu consegui dar a minha ré e finalmente sair - antes dele, inclusive.
Antes de sair, reparei na dificuldade dele em manobrar. E daí minha mãe me explica: ela conhece o casal, de outra igreja, e sabe que o homem tem uma grande dificuldade de caminhar. E daí chegamos à moral desta história: mesmo tendo essa dificuldade toda ele não se convence que não pode dirigir.
Perguntei para minha mãe: "Sinceramente, pela maneira com que ele manobra, pela dificuldade que ele tem de dar simples voltas com o carro dele, você acha que em uma situação de freada brusca ele teria condições de parar a tempo?". Minha mãe categoríca: não.
Então alguém pode me explicar por que o cidadão insiste em fazer algo que não pode mais fazer?
Para mim, falta bom senso e sobra arrogância e/ou "soberbia". Afinal, o que custa admitir que você chegou a uma idade ou a uma situação na vida em que não pode continuar fazendo coisas que fazia? Dirigir não é imprescindível. Nunca foi. Quantas pessoas não tem carro e vivem suas vidas normalmente?
Por três anos eu vivi em Madrid sem carro. Ok, alguém pode dizer que a situação é outra, porque Madrid oferece uma variedade de transportes públicos que poucas cidades no Brasil - ou quem sabe nenhuma - oferecem. Certo, até aí tudo bem. Mas se amanhã eu não tivesse carro por aqui, adaptaria minha vida para continuar fazendo tudo que tenho vontade sem ele.
As pessoas deveriam aprender que não são imbatíveis, que alguns "luxos" não são maiores que suas vidas e saúde. Deveriam também respeitar, mais que tudo, a vida alheia. Afinal, um senhor como aquele, mais que a sua vida, coloca a de outros em risco.
Eu fico "passada" com essa falta de bom senso. E o pior: não há cristão (ou budista, ou islamista, ou o que for) no mundo que convença a pessoa de que ela não tem mais condições de fazer aquilo. Em sua arrogância ela acha que pode, que pode tudo, que sempre poderá tudo. Não, meu amigo, você não pode!
Também serei justa... não sei até que ponto é arrogância, "soberbia", falta de bom senso ou a simples dificuldade em aceitar os próprios limites (e o nome disso não seria "sobérbia"?) e aceitar que a idade também pesa e que muitas coisas na nossa vida escapam das nossas mãos (inclusive em qualquer idade).
Mas independente da razão ou da "desculpa", acho que as pessoas deviam gastar um pouco de sua inteligência e de seu precioso tempo para, volta e meia, refletir sobre o que andam fazendo da sua - e das nossas - vida(s). A sociedade agradece.
Sobre a felicidade
Quando deixamos de ser crianças, uma grande revelação nos acomete: não existe a tal "felicidade" dos contos-de-fada. Em outras palavras: não existe o "viveram felizes para sempre". E isso, sem entrar no plano da discussão de matrimônios e relações de casais, mas percebemos ser impossível pelo simples fato que ninguém É feliz. O máximo que alguém pode é ESTAR feliz.
Resumindo a ópera do malandro: a felicidade não é algo permanente, mas uma situação. As pessoas "felizes", no fundo, conseguem ter nas suas vidas mais situações alegres e ter mais momentos de felicidade do que momentos tristes. E pronto! E os infelizes? Vivem exatamente o contrário.
Pois hoje eu tive uma coisa clara: estou infeliz. Pois sim... alguns amigos e amigas meus se espantariam com alguns pensamentos que andei tendo ultimamente. Até eu me espantei com eles, para ser franca. E refletindo sobre eles hoje é que eu tive claro que estou infeliz e que preciso fazer algo a respeito.
A boa notícia para os que se preocupam comigo é que eu já sei o que fazer. Na mesma medida em que admiti a minha infelicidade e o "miséravel" que me sinto atualmente, vi o que preciso fazer para sair desta situação.
Já esbocei os planos e o ano 2009 vai trazer as mudanças e soluções necessárias.
Mas algo me faz feliz atualmente: a convivência com a minha mãe. Para ser franca, é a ÚNICA coisa que me faz feliz ultimamente. Como é bom ter ela por perto outra vez!!
Dia 2 de dezembro
Na terça-feira agora aconteceram várias coisas importantes para mim:
1) Foi o aniversário da minha melhor amiga. Ela fez 30 anos. Há vários dias, quiçá semanas, eu estava pensando nela diariamente. Como queria vê-la pessoalmente e dar-lhe aquele abraço que a gente conhece tão bem... mas enfim. É a vida... terei que esperar (puto termo que não agüento mais!). E depois, quando ela me mandou uma mensagem, fiquei pensando como será meu aniversário de 30 anos, ano que vem. A verdade é que agora, neste minuto, a minha melhor comemoração acho que seria eu sozinha em algum lugar... preferencialmente na praia, de frente para o mar. Sozinha, em paz, durante o dia todo. Que belo presente de aniversário essa imagem me parece!!
2) Consegui superar a marca de 100 mil visitas no meu Crítica (non)sense da 7Arte, meu blog com críticas de filmes. Tenho ele há mais de um ano - mais precisamente, desde agosto do ano passado - e, sem divulgação praticamente nenhuma, sem realmente "vendê-lo" por aí, consegui fazer com que ele ultrapassasse esta marca. Estou orgulhosa dele.
3) Finalmente neste dia consegui retomar o meu doutorado. Gastei algumas horas do meu tempo lendo um "tutorial" do FileMaker em inglês e, finalmente, consegui criar os dois arquivos que usarei como meu principal recurso na coleta de dados para a minha tese doutoral. Ufa!!! Tinha tentado antes, em Madrid, entender o programa, mas não tinha conseguido. Agora, finalmente, deu certo. E de terça-feira para cá eu tenho conseguido trabalhar um pouco no doutorado por dia... espero conseguir manter este ritmo. Ainda que seja pouco por dia, mas conseguir fazer algo cotidianamente será importante.
Ai, falta pouco agora para eu poder cuidar mais da minha vida. Assim espero. Será que eu peço isso para o Papai Noel e terei chance de ser contemplada?
O pior lado
Uma das piores coisas que pode acontecer a uma pessoa quando ela volta para "casa" depois de ter ficado uns anos fora é perceber que ela continua sendo uma "adolescente" e que tem pessoas muito próximas que REALMENTE não evoluíram.
Realmente uma pena. Triste até. Acho que por essas e por outras que eu ando meio deprimida ultimamente...
Segurem o rojão!!
No início desse ano, ao ver sinais importantes aparecerem por todos os lados, eu fiz uma leitura "à la Mãe Diná" (para quem não conheceu a dita cuja, ela foi uma "vidente" conhecida na antiguidade contemporânea catarinense, tendo até certa projeção pelo país). Previ que 2008 seria um ano porreta. E acertei em cheio. Ele realmente foi daqueles anos para não deixa poeira debaixo do tapete e que veio para testar nossas capacidades várias.
Pois para não perder a tradição de "adivinhar" algo e acompanhando o que anda acontecendo mundo afora neste fim de ano, nem vou esperar 2009 despontar no horizonte para dizer: o próximo ano vai ser foda.
Não para todos, claro, porque alguém sempre se salva. Mas para muita e muita gente, sim. Vai ser um ano de segurar o rojão, porque a tal crise chegará realmente na vida prática das pessoas. Por outro lado - e isso chega até a ser uma boa notícia -, o ano será de provações coletivas, não mais individuais, como foi 2008. O que acaba sendo até interessante, porque teremos que nos unir mais com as pessoas à nossa volta - conhecidas ou não.
Mas o tal ano foda não chegará com tanta força no Brasil, pelo que parece. Aqui haverá problemas também. Mas na Europa e nos Estados Unidos o bicho vai pegar. Como li em uma reportagem bacana da Superinteressante, isso tudo tem uma explicação. Enquanto em 2005 e 2006 os países "ricos" estavam crescendo que era uma belezura, o Brasil estava devagar, meio que patinando... ano passado e, especialmente, neste, o Brasil finalmente parece ter acordado. Por isso em 2009 a projeção é que ele ainda continue bem, ainda que o resto dos países parecem ter a curva descendente pela frente.
Mas o que motivou este texto mesmo foi a notícia que li agorinha: o PIB da Alemanha caiu e o país entrou em recessão. Eu (e a torcida do Flamengo) já sabíamos que a Espanha ia entrar em recessão. Mas a Alemanha? Se a economia mais sólida da Europa, o país mais desenvolvido do Velho Continente já entrou em recessão, o negócio é apertar os cintos mesmo.
Estou especialmente preocupada com meus amigos que ficaram na Espanha e com vários outros que estão espalhados por aí (Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Portugal, Emirados Árabes, etc.). Tomara que o vendaval chegue pelo terreno de vocês já como brisa, sem força.
De qualquer forma, nunca é demais alertar: segurem o rojão porque 2009 será um ano complicado mundialmente. A palavra crise não sairá de cena. Mas, como todos sabem, em anos de crise também se abrem muitas oportunidades. Oxalá todos nós consigamos identificá-las, aproveitá-las e, dentro de pouco tempo, comemorar um ano difícil e bom ao mesmo tempo.
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