E aí vem 2009
Parabéns para as pessoas que terminam o seu 2008 felizes da vida, realizadas, contentes com o ano que está terminando.
Eu não sou uma destas pessoas.
Não que 2008 tenha sido totalmente trágico, mas foi um ano difícil. Muitos problemas, muito estresse... acho que ainda estou tentando me livrar da "carga" pesada que carreguei este ano. Acho não, tenho certeza.
E tirando o plano pessoal, mundo afora aconteceu uma série de tragédias. Neste finalzinho de ano então... em pouco mais de um mês, a maior tragédia que a minha cidade e a região do Vale do Itajaí já presenciaram e, agora, a nova carnificina na faixa de Gaza. ¡Vaya año!
Quero que ele vá para o espaço de uma vez.
E 2009 está aí, surgindo no horizonte. Sinto que o começo do ano também será um pouco de pedreira... a mudança de um simples dígito no calendário não fará tudo dar certo, mas eu acho que pouco a pouco as coisas vão se ajeitando. Afinal, depois da pedreira de 2008, tem que vir algo melhor pela frente.
Pessoalmente, começo a me organizar. Até comprar uma agenda eu comprei!! Uau!!! Não lembro a última vez que eu comprei uma agenda para mim - normalmente eu ganhava várias de presente, mas comprar uma... bem difícil.
Pois a partir de amanhã, dia primeiro, vou me programar diariamente. Pequenas ou grandes tarefas a cada dia. Vou levar a sério a minha ginástica na Wii - cuidando de me movimentar diariamente. Continuarei ajudando a minha mãe no que ela precisar - mas também deixando mais espaço na agenda para meu ócio.
Agora, um parênteses: não posso reclamar de não ter tido ócio neste final de ano. Consegui uma semana plena de férias com a chegada de um amigo meu da Espanha. Ok que tivemos o Natal no meio, o que nos fez ficar em Blumenau uns dias, mas a maior parte do tempo conseguir sair por aí, viajar... que delícia! Estava precisando disso.
Além das férias que desfrutei pela chegada deste amigo, não posso reclamar muito... afinal, em dezembro consegui ver um bocado de filmes - minha paixão número 1. Tanto é que consegui publicar sete textos novos no meu blog - algo incrível para os meus padrões anteriores. Estou contente. E meu desafio para 2009 é ver filmes suficientes para publicar pelo menos dois textos novos a cada semana.
E vamos ver se eu consigo, com a ajuda da minha agenda recém-comprada, programar melhor o meu tempo em 2009, equilibrando saúde, lazer, cinema e doutorado. Este, aliás, vou resgatar do "pause" a partir de amanhã.
Afinal, amanhã já é 2009, o melhor ano das nossas vidas nos últimos tempos!!
Sobre 2008
Esse ano já deu mais do que tinha que dar.
Já vai tarde! Adeus... e que o diabo te carregue!!
(Desculpem ouvidos sensíveis, mas este ano realmente pode ir para o espaço que eu não vou sentir saudade. Ok, vivi momentos bacanas durante o ano, mas ele me cansou).
Sobre mudanças
Há poucas semanas eu tinha um texto para escrever por aqui certeiro. Ia falar sobre as mudanças que o ano 2009 trariam para minha vida. Era o que eu pensava então...
Só que em uma questão de poucos dias eu mudei totalmente de idéia novamente.
Como bem resumi em uma conversa há poucos dias, muitas vezes as mudanças são necessárias. Mas, às vezes, a gente olha para o lugar errado na hora de decidir o que mudar.
Sendo assim, ao invés de mudar "fisicamente" no próximo ano, resolvi mudar "internamente". E nem esperei 2009 chegar. Neste final de 2008 eu já comecei a mudar.
E me sinto melhor, já. Menos infeliz. Percebi que eu realmente tenho ainda bastante o que aprender. E se não é pelo caminho "do bem", se não é na direção que eu gostaria, que seja na direção possível.
Uma mudança que já começou, super necessária, é a que me possibilita me importar menos com as pessoas. Com algumas, quero dizer.
Há pessoas que realmente valem a pena que você lute por elas, e tem outras que não. Simplesmente. E isso não deve ser um drama.
Estou aprendendo a me desapegar. Aprendendo a não me importar. E, cá entre nós, isto está sendo muito bom.
Acredito que quando a pessoa perde o medo de dar o devido peso para as respectivas pessoas, quando aprende que nem todos podem ou devem se dar bem, quando uma pessoa percebe que há pessoas que estão juntas mas que, na prática, não deveriam estar, tudo fica mais fácil.
Chega de culpa. Chega de acreditar em falsas ilusões.
Cada pessoa tem o peso e a importância que deve ter nas nossas vidas. Nem mais, nem menos. E o peso e a importância não estão nada ligados a sangue, origens, compromissos... tem muito mais a ver com o que queremos e acreditamos, com as condutas, maneiras de atuar no cotidiano, tem a ver com pessoas que nos inspiram ou não.
A mudança "interna" em mim já começou. E acho que, com o tempo, ela será muito mais efetiva do que qualquer mudança de endereço.
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